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Gripe deixou hospitais sem camas

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Gripe deixou hospitais sem camas

 Procura é superior à de 2010 no S. João, e o Amadora-Sintra teve de internar doentes noutros serviços.

Gripes, pneumonias e problemas respiratórios em idosos e crianças estão a complicar os internamentos em hospitais como o Amadora-Sintra ou o S. João, no Porto. Uma situação que ainda não é considerada dramática pelos responsáveis hospitalares, que estão a recorrer às camas de outros serviços para dar resposta ao aumento da procura.

No Hospital Amadora-Sintra, foi preciso requisitar camas de outros serviços para responder às necessidades de internamento provocadas pela gripe A e por complicações de doenças respiratórias, sobretudo em idosos e crianças. As urgências estão a receber por dia uma média de 418 pessoas, mais 130 do que seria normal. Mas houve dias em que na urgência geral foram atendidos quase 600 doentes.

“Estamos a ter grande afluência nas urgências e um aumento dos internamentos por causa da gripe e outras infecções respiratórias”, confirma o assessor de imprensa da unidade, Paulo Barbosa. São casos de gripe A, gripe B e de pneumonias. “As 204 camas de medicina não chegavam e tivemos de deslocar 26 camas de otorrino e de oftalmologia para responder a todos os casos”, refere o assessor, que garante que a unidade tem capacidade de resposta e ainda não foi necessário cancelar cirurgias programadas.

No Hospital de São João, no Porto, os doentes nas urgências e no internamento também dispararam. Há “um aumento na afluência às urgências com casos de gripe sazonal maior do que no ano passado, quando havia gripe A”, admite fonte do hospital.

Em 2010, a média diária era 480 admissões no serviço e este ano subiu para as 510. “Isto provoca um aumento nos internamentos e uma sobrecarga na unidade de medicina nos cuidados diferenciados, como os intensivos e os intermédios”, salienta.

Já os restantes hospitais contactados pelo DN garantem que a afluência de doentes com gripe está dentro da esperada. É o caso Hospital Garcia de Orta, em Almada, e o Centro Hospitalar de Lisboa Central, onde a média de admissões nas urgências é de 250 a 280 por dia, enquanto no São José é de 450 a 460.

Em Coimbra, os hospitais da universidade também estão a dar resposta a todos os casos. “Não temos tido problemas pois fazemos um uso complementar das camas: quando um serviço fica cheio, usamos as camas de outro serviço”, diz o director Fernando Regateiro.

O coordenador da Unidade de Emergência de Saúde Pública da Direcção-Geral da Saúde, Mário Carreira, admite que “a procura é elevada” mas garante que “não se regista a sobrecarga dos serviços de urgência de forma geral”, frisa, admitindo que em alguns locais haja maior sobrecarga. “A situação a nível nacional está controlada.”

Mário Carreira admite que “a procura é intensa, mas não excessiva”. “É o aumento habitual para esta altura”, diz. Para ser considerada excessiva, deve situar-se acima das 28 a 30 mil pessoas. “Neste momento estamos nas 22 mil.”

Alguns locais do Interior registam maior procura, como Vila Real, Bragança, Portalegre ou Castelo Branco, admite no entanto o coordenador da DGS, lembrando que “a epidemia este ano está mais moderada”.

Para o pneumologista Filipe Froes, “a gripe este ano ocorreu na altura normal, estão muitas estirpes em circulação e o frio favorece a transmissão do vírus”, conclui.

In Diário de Notícias

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A Associação Portuguesa de Psicogerontologia-APP, Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos e de âmbito nacional, dedica-se às questões biopsicológicas e sociais inerentes ao envelhecimento e às pessoas idosas, visa a promoção da dignificação, respeito, saúde, autonomia, participação e segurança das pessoas idosas, num quadro de envelhecimento ativo e de solidariedade intergeracional, e de uma sociedade mais inclusiva para todas as idades, promove novas mentalidades e combate estereótipos negativos relativamente à idade e ao envelhecimento.

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