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Nova terapia genética para a doença de Parkinson

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Nova terapia genética para a doença de Parkinson

Uma nova terapia genética para a doença de Parkinson revelou resultados promissores, refere um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.

Um dos problemas associados ao tratamento tradicional da doença de Parkinson prende-se com o facto de os fármacos utilizados para o seu tratamento perderam a eficácia ao longo do tempo e de provocarem efeitos secundários graves, nomeadamente tremores e espasmos musculares.

Neste novo estudo, os investigadores do Centro de Investigação Molecular de Fontenay-aux-Roses, em França, simularam a doença de Parkinson em macacos através da administração de uma neurotoxina que lhes provocou os tremores, a rigidez e a postura instável que são característicos desta patologia.

Através de manipulação genética, os cientistas introduziram três genes envolvidos na produção de dopamina no cérebro dos macacos. E, uma vez que níveis baixos de dopamina provocam o descontrolo dos movimentos do corpo, foram também introduzidas sondas especialmente concebidas para medir os níveis deste neurotransmissor no cérebro.

Em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Béchir Jarraya, revelou que a utilização desta nova terapia genética conseguiu normalizar os níveis de dopamina no cérebro, permitindo “80% de recuperação, com resultados estáveis até 44 meses depois do início do tratamento”.

Por outro lado, o líder do estudo, Séphane Palfi, revelou que estes resultados são “extremamente encorajadores”, dado que houve “uma resolução das discinesias”, movimentos ou posturas anormais, sem efeitos secundários.

A doença de Parkinson é a doença neurodegenerativa mais frequente depois da Alzheimer, afectando cerca de 20 mil pessoas em Portugal e 6,5 milhões no mundo e o seu crescimento é proporcional ao aumento da esperança de vida da população.

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A Associação Portuguesa de Psicogerontologia-APP, Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos e de âmbito nacional, dedica-se às questões biopsicológicas e sociais inerentes ao envelhecimento e às pessoas idosas, visa a promoção da dignificação, respeito, saúde, autonomia, participação e segurança das pessoas idosas, num quadro de envelhecimento ativo e de solidariedade intergeracional, e de uma sociedade mais inclusiva para todas as idades, promove novas mentalidades e combate estereótipos negativos relativamente à idade e ao envelhecimento.

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