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Inês Guerreiro quer profissionalização de equipas

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Inês Guerreiro quer profissionalização de equipas

No 3.º aniversário da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, Inês Guerreiro voltou a apelar à profissionalização das equipas de gestão de alta e de coordenação local. No futuro, espera poder «fortalecer os cuidados paliativos», dar resposta aos doentes de Alzheimer e criar unidades de dia.

A profissionalização e a dedicação exclusiva dos profissionais que integram as equipas de gestão de alta (EGA) e de coordenação local (ECL) são, para a coordenadora da Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados (UMCCI), Inês Guerreiro, uma necessidade óbvia. «Este trabalho tem de ser dedicado, profissionalizado, rigoroso. Não pode ser um faz-de-conta», afirmou no início da comemoração do 3.º aniversário da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), que se assinalou no passado dia 14, em Lisboa. Segundo a responsável, a exclusividade justifica-se na medida em que «este é um trabalho enorme». «E nós só estamos a um terço da rede e nem cobrimos os cidadãos todos que necessitariam», advertiu, lembrando que «estamos em face de um futuro que nos garante que podemos viver mais tempo com mais qualidade de vida».

A propósito da necessidade de profissionalização, recorde-se que se aguarda ainda a publicação dos dois despachos que o anterior secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, terá deixado assinados com o objectivo de conferir estabilidade àquelas equipas. Em declarações ao «Tempo Medicina», Inês Guerreiro explicou que enquanto aqueles diplomas não forem publicados «não há suporte legal para exigir tempos de trabalho alocados à actividade própria» das equipas.

Entre os objectivos de futuro, a coordenadora da UMCCI frisou a necessidade de a rede «dar resposta àquilo que ainda é frágil ou que ainda não temos». O apoio específico a doentes de Alzheimer encabeça a lista de prioridades. Ao «TM», a coordenadora confirmou que «está planeada a implementação de unidades e equipas especializadas em doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas, ainda no ano de 2010».

«Fortalecer os cuidados paliativos» é outra das intenções, bem como o reforço da parceria entre os centros de saúde e a segurança social, «para que seja efectivo o acompanhamento e a manutenção das pessoas nas suas casas». Inês Guerreiro acrescentou ainda o apoio às pessoas com doença mental, através de respostas específicas.

Outra das prioridades apontadas por Inês Guerreiro prende-se com a criação de unidades de dia. Este foi, aliás, um dos «desafios fundamentais» apresentados pela ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena André, no discurso que proferiu durante a sessão de abertura.

De acordo com a governante, encontra-se em «fase de conclusão» a criação de duas novas respostas: a unidade de dia destinada à promoção da autonomia e as equipas domiciliárias de cuidados continuados integrados. Para Maria Helena André, ambas «são essenciais para o funcionamento com sucesso da rede», pelo que espera que «a regulamentação esteja pronta o mais brevemente possível». «São claramente um prolongamento daquilo que existe, além de que permitirão reforçar os cuidados oferecidos pelas unidades de internamento», justificou.

A ministra sublinhou ainda a «necessidade de se fazer um rigoroso planeamento territorial no alargamento da rede». Esse é um dos motivos por que considera que a antecipação das metas é um objectivo «ainda mais ambicioso». Na sua opinião, «temos de promover uma distribuição regional equitativa para poder potenciar o acesso a um maior número de cidadãos».

Retirado de Tempo Medicina

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A Associação Portuguesa de Psicogerontologia-APP, Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos e de âmbito nacional, dedica-se às questões biopsicológicas e sociais inerentes ao envelhecimento e às pessoas idosas, visa a promoção da dignificação, respeito, saúde, autonomia, participação e segurança das pessoas idosas, num quadro de envelhecimento ativo e de solidariedade intergeracional, e de uma sociedade mais inclusiva para todas as idades, promove novas mentalidades e combate estereótipos negativos relativamente à idade e ao envelhecimento.

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